A solução para a rotatividade dos funcionários de atendimento
As práticas de programação de muitas empresas estão inadequadas. Novas pesquisas demonstram que a análise de dados pode ser útil. por Santiago Gallino e Borja Apaolaza

Resumo.
Os varejistas sabem há muito tempo que a alta movimentação entre os funcionários da linha de frente é dispendiosa, consumindo tempo e dinheiro, pois os gerentes precisam constantemente recrutar e treinar novos funcionários. A sabedoria convencional sustenta que a programação é um dos principais fatores que impulsionam a movimentação. Para reduzir a movimentação, os varejistas são incentivados a divulgar os horários com antecedência; criar horários de trabalho consistentes, previsíveis e justos; e proibiros “clopenings”— horários que exigem que um funcionário trabalhe no turno de fechamento e, em seguida, no turno de abertura no dia seguinte. Essas medidas podem ajudar, mas um estudo que realizamos com 280 milhões de turnos trabalhados por 1,3 milhão de funcionários em 20 grandes redes varejistas dos Estados Unidos descobriu que a realidade é muito mais complexa. Diferentes aspectos da programação afetam cada loja de maneira diferente, e somente uma análise dos dados pode determinar quais são os mais importantes para um determinado local e até mesmo em que medida a programação é a principal responsável pela movimentação.